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Nova Publicação: O Impacto das Relações Parentais no Comportamento Infantil

 

 O IPEVSC tem a satisfação de anunciar a publicação de um estudo inédito que investiga como a relação entre pais e mães influencia o comportamento de crianças brasileiras. A pesquisa, que contou também com o apoio institucional do IPEVSC, é de autoria de Tamires Dias dos Santos, Julia Aparecida Pivato, Carolina Duarte de Souza e Mauro Luís Vieira. Destacamos que três dos autores — Mauro Luís Vieira, Carolina Duarte de Souza e Tamires Dias dos Santos — são pesquisadores colaboradores do nosso Instituto.

O Escopo da Pesquisa

O estudo analisou uma amostra de 447 pais e mães de crianças entre três e onze anos. O objetivo central foi compreender como dois fenômenos complexos — o Parental Gatekeeping (regulação que um genitor faz do envolvimento do outro) e a Coparentalidade (partilha das responsabilidades na criação) — atuam como preditores do comportamento infantil.

Principais Achados e Contribuições Acadêmicas

Utilizando modelos de regressão linear múltipla, a pesquisa revelou dados fundamentais sobre as funções protetivas e de risco no ambiente familiar:

  • Função Protetiva do Encorajamento: No âmbito do parental gatekeeping, o comportamento de encorajamento entre os parceiros mostrou-se um promotor direto de comportamentos pró-sociais na criança e um atenuante de problemas no relacionamento com pares.

  • O Papel do Acordo Coparental: Quanto à coparentalidade, o acordo entre as figuras parentais (convergência sobre valores e educação) foi identificado como um fator crucial para mitigar problemas externalizantes, como a hiperatividade e problemas de conduta.

  • Fatores de Risco: Em contrapartida, o desencorajamento parental foi associado ao aumento de problemas internalizantes (como ansiedade e sintomas emocionais), enquanto o conflito coparental apresentou-se como preditor de dificuldades comportamentais gerais.

Conclusão e Relevância Social

Estes resultados reforçam a tese de que o desenvolvimento socioemocional da criança não depende apenas da relação individual “pai-filho” ou “mãe-filho”, mas sim da qualidade da interação entre os adultos responsáveis pelo cuidado. O estudo sublinha que promover um ambiente de apoio mútuo e acordo nas práticas educativas é uma das estratégias mais eficazes para garantir o bem-estar infantil.

Acesse o artigo completo:

Parental gatekeeping e coparentalidade: | Revista Psicologia em Pesquisa

 

 

 

 

 

Fomentando pesquisas quantitativas que examinem explicações alternativas para as variações socioculturais